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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Racionais MC´s Sobrevivendo ao Inferno

Se você não concorda com todo ou parte desse vídeo...se concorda parabéns continue acordado..se não Volte a dormir..........zzzzzzzzzzz

Capitulo 4 Versiculo 3 Racionais Mc's 60% dos jovens de periferia Sem antecedentes criminais Já sofreram violência policial A cada 4 pessoas mortas pela policia 3 são negras Nas universidades brasileiras Apenas 2% dos alunos são negros A cada 4 horas um jovem negro morre violentamente em são paulo Aqui quem fala é primo preto mais um sobrevivente... Minha intenção é ruim esvazia o lugar Eu tô em cima eu tô afim um dois pra atirar Eu sou bem pior do que você tá vendo Preto aqui não tem dó é 100% veneno A primeira faz bum a segunda faz tá Eu tenho uma missão e não vou parar Meu estilo é pesado e faz tremer o chão Minha palavra vale um tiro eu tenho muita munição Na queda ou na ascensão minha atitude vai além E tenho disposição pro mal e pro bem Talvez eu seja um sádico, um anjo, um mágico, Juiz ou réu um bandido do céu Malandro ou otário, padre sanguinário, Franco atirador se for necessário Revolucionario, insano ou marginal Antigo e moderno, imortal Fronteira do céu com o inferno Astral imprevisível, como um ataque cardiaco no verso Violentamente pacífico, verídico Vim pra sabotar seu raciocínio Vim pra abalar seu sistema nervoso e sanguineo Pra mim ainda é pouco da cachorro louco Numero um dia terrorista da periferia Uni-duni-te o que eu tenho pra você Um rap venenoso ou uma rajada de pt E a profecia se fez como previsto 1997 depois de cristo a furia negra resuscita outra vez Racionais capítulo 4 versículo 3 Faz frio em são paulo pra mim tá sempre bom Eu tô na rua de bombeta e moletom Dim dim dom rap é o som que emana do opala marrom... E ai chama o guilherme chama o fanho Chama o dinho e o Di? Marquinho, chama o éder vamo ai... Se os outros mano vem pela ordem tudo bem melhor Quem é quem no bilhar no dominó Colo dois mano um aceno pra mim De jaco de cetim de tenis calca jeans Ei brown sai fora nem vai nem cola não vale ah pena da idéia nesse tipo ai Ontem ah noite eu vi na beira do asfalto Tragando ah morte soprando ah vida pro alto Oh os cara só o pó pele e osso No fundo do poço, mó flagrante no bolso Veja bem ninguém é mais que ninguém Veja bem, veja bem e eles são nossos irmaos também Mar de cocaina e crack, whisky e conhaque Os mano morre rapidinho sem lugar de destaque Mas quem sou eu pra falar de quem cheira ou quem fuma? Nem dá Nunca te dei porra nenhuma você fuma o que vem entope o nariz Bebe tudo que ve faça o diabo feliz você vai terminar tipo o outro mano lah Que era um preto tipo A ninguém tava numa Mó estilo de calça kalvin klein tenis puma é Um jeito humilde de ser no trampo e no rolê Curtia um funk jogava uma bola Buscava ah preta dele no portão da escola Exemplo pra nóis mó moral mó ibope Mais começo cola com os branquinho do shopping Ai já era..I mano outra vida outro pique só mina de elite, balada varios drinques, Puta de butique, toda aquela porra sexo sem limite Sodoma e gomorra... Hã faz uns nove anos, Tem uns dias atrás eu vi o mano Se tem que ver pedindo cigarro pros tiozinho no ponto Dente tudo zuado, bolso sem nenhum conto O cara cheira mal as tias sente medo Muito loco de sei lah o que logo cedo Agora não oferece mais perigo Viciado, doente, fudido, inofensivo Um dia um P.M negro veio embaçar E disse pra eu me pôr no meu lugar Eu vejo um mano nessas condicoes não da Será assim que eu deveria estar irmão o demonio fode tudo ao seu redor Pelo radio, jornal, revista e outdoor Te oferece dinheiro, conversa com calma Contamina seu carater, rouba sua alma Depois te joga na merda sozinho é tranforma um preto tipo A num neguinho Minha palavra alivia sua dor, ilumina minha alma, Louvado seja o meu senhor, Que não deixa o mano aqui desandar E nem senta o dedo em nenhum pilantra Mais que nenhum filha da puta ignore a minha lei Racionais capítulo 4 versículo 3 Quatro minutos se passaram e ninguém viu O monstro que nasceu em algum lugar do brasil Talvez o mano que trampa debaixo do carro sujo de óleo Que enquadra o carro forte na febre com o sangue nos olhos O mano que entrega envelope o dia inteiro no sol Ou o que vende chocolate de farol em farol Talvez o cara que defende o pobre no tribunal Ou o que procura vida nova na condicional alguém no quarto de madeira Lendo ah luz de vela ouvindo radio velho No fundo de uma cela ou O da familia real de negro como eu sou O príncipe guerreiro que defende o gol E eu não mudo mais eu não me iludo Os mano cú de burro tem eu sei de tudo Em troca de dinheiro e um carro bom Tem mano que rebola e usa até batom Vários patrícios falam merda pra todo mundo rir Haha pra ver branquinho aplaudir é na sua área tem fulano até pior Cada um cada um você se sente só Tem mano que te aponta uma pistola e fala serio Explode sua cara por um toca fita velho Click plau plau plau e acabo sem dó e sem dor Foda-se sua cor, limpa o sangue com ah camisa E mande se fude você sabe porque pra onde vai pra que Vai de bar em bar de esquina em esquina pega cinquenta conto Troca por cocaina, enfim o filme acabo pra você Ah bala não é de festim aqui não tem duble Para os mano da baixada fluminense ah ceilandia eu sei As ruas não são como ah disneylandia De guaianases ao extremo sul de santo amaro Ser um preto tipo a custa caro é foda, foda é assistir ah propaganda e ver não da pra ter aquilo pra você Playboy forgado de brinco um troxa Roubado dentro do carro na avenida reboucas Correntinha das moca as madame de bolsa dinheiro não tive pai não sou herdeiro Se eu fosse aquele cara que se humilha no sinal Por menos de um real minha chance era pouca Mais se eu fosse aquele muleque de toca que engatilha e enfia o cano dentro da sua boca De quebrada sem roupa você e sua mina Um dois nem me viu já sumi na neblina Mais não permaneço vivo prossigo a mística Vinte e sete anos contrariando a estatística Seu comercial de tv não me engana é Eu não preciso de status nem fama Seu carro e sua grana já não me seduz E nem a sua puta de olhos azuis Eu sou apenas um rapaz latino americano Apoiado por mais de cinquenta mil manos Efeito colateral que o seu sistema fez Racionais capítulo 4 versículo 3

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